Saúde

Dia Internacional da Enfermagem: há motivos para comemorar?

2 Mins leitura

E hoje comemora-se o Dia Internacional da Enfermagem, uma profissão que está  na linha de frente do combate ao coronavírus (covid-19). Mas infelizmente,  o presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, afirmou que a categoria não tem “nada a comemorar”.  Neri lembrou que a pandemia já é responsável pelo óbito de cerca de 100 profissionais de enfermagem em todo o país.

 “Não temos tanto a comemorar como profissionais de enfermagem, não só pela grande tristeza pelos 100 profissionais que perderam suas vidas na linha de frente do combate à covid-19, não apenas pelo grande desgaste emocional e físico, mas também pelo medo de nos contaminarmos, de levarmos a contaminação às nossas famílias”, afirmou.

Condições de trabalho

O profissional da saúde é um ser humano como qualquer outro, necessita de cuidado, de proteção, de condições apropriadas para realizar seu trabalho com dignidade. E neste cenário de pandemia, eles estão sofrendo um grande desgaste emocional, pois segundo o presidente do Cofen, “muitas vezes, faltam equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas tanto em quantidade, quanto em qualidade”.

Neri disse ainda que, em razão dos baixos salários, os profissionais acabam tendo que trabalhar em mais de um local. “São profissionais que precisam de trabalhar em mais de um vínculo empregatício, alguns trabalhando em dois, três lugares, em função dos baixíssimos salários que são praticados nos serviços de saúde brasileiros, e muitas vezes se ausentam de cuidar da própria família”, argumentou.

Os profissionais da saúde são heróis que merecem nosso respeito, admiração e gratidão!

Mensagem do Papa Francisco a enfermeiros

“Neste momento histórico, marcado pela emergência sanitária mundial provocada pela pandemia do vírus Covid-19, redescobrimos o papel de importância fundamental que desempenha a pessoa do enfermeiro.  Diariamente assistimos ao testemunho de coragem e sacrifício dos profissionais de saúde, nomeadamente enfermeiras e enfermeiros, que, com profissionalismo, abnegação, sentido de responsabilidade e amor ao próximo, prestam assistência às pessoas afetadas pelo vírus, com risco da própria saúde. Prova disso mesmo é o alto número de profissionais de saúde que, infelizmente, morreram no fiel cumprimento do seu serviço. Rezo por eles – o Senhor conhece-os por nome um a um – e por todas as vítimas desta epidemia. O Senhor ressuscitado conceda a cada um a luz do Paraíso e, às suas famílias, o conforto da fé.”

Fonte: Agência Brasil, Vatican

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *