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Em briga de marido e mulher, se mete a colher!

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O Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP-RJ) divulgou, no início do mês, o “Monitor da Violência Doméstica e Familiar contra Mulher no Período de Isolamento Social”. De acordo com o website, o objetivo da ferramenta é reafirmar “o compromisso de fornecer informações e dados qualificados que contribuam tanto para o enfrentamento e prevenção à violência contra a mulher como para a proteção das vítimas”. O monitoramento foi feito entre 13 de março, data em que o governo do estado decretou o isolamento social, e 30 de abril.

Violência contra a mulher

Ao longo dos 49 dias, foram contabilizadas 13.065 ligações sobre “Crimes contra a Mulher” para o Serviço 190 da Polícia Militar. Em média, são registradas 266 denúncias por dia. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 12% no número de chamadas.

A ferramenta também aponta redução nos registros de ocorrências feitos nas delegacias policiais. No entanto, o ISP-RJ alerta que a queda pode ter sido provocada pela restrição à circulação de pessoas, resultando na subnotificação de casos.

Em entrevista ao G1, a diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (DPAM), delegada Juliana Emerique, afirmou que “é muito importante nós frisarmos que além do aumento [de denúncias] no 190, estamos vendo a diminuição do número de registro de ocorrência, justamente pela impossibilidade dessa mulher ir a uma delegacia, uma DEAM [Delegacia de Atendimento à Mulher] mais próxima. É importante fazer uma comparação com os números de 2019, que demonstram que as mulheres não estão indo por conta da pandemia”.

Ambiente residencial

Embora o número total de casos de crimes contra a mulher tenha diminuído na pandemia da Covid-19, houve um aumento significativo do percentual de ocorrências em residência. Durante o período analisado, 72,4% e 67,8% das mulheres que sofreram violência sexual e física, respectivamente, foram vítimas dentro de casa. Em 2019, esses índices foram de 55,4% e 60,8% .

Em briga de marido e mulher, se mete a colher!

Para o G1, a tenente-coronel Claudia Moraes, subchefe de Políticas de Prevenção da PM, expressou sua opinião sobre ultrapasso ditado: “A violência doméstica não é silenciosa, ela faz barulho. Na verdade, parece que ela é silenciosa porque a gente tapa os ouvidos e não quer ‘meter a colher’. Neste momento agora, eu acho que é meter a colher sim e ligar para o 190. Em determinadas situações você pode ter salvado essa pessoa e essa família de até mesmo um feminicídio”.

Denuncie

Em 2019, o aplicativo Magalu, do Magazine Luiza, ganhou uma ferramenta permanente de combate à violência doméstica. Para fazer uma denúncia, é só baixar o aplicativo, acessar a aba “sua conta” e clicar na opção “denuncie violência contra a mulher”. A funcionalidade permite que qualquer pessoa ligue diretamente para o 180, número da Central de Atendimento à Mulher criada pelo governo federal.

Recentemente, com a #EuMetoAColherSim, a Magazine Luiza compartilhou uma postagem no Instagram mostrando a função do aplicativo. “Ei, moça! Finja que vai fazer compra no APP Magalu. Lá tem um botão para denunciar a violência contra a mulher”, indica a personagem virtual da empresa.     

Fontes: G1. ISP Dados, Globo.com

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