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Respeito e segurança aos profissionais da Imprensa

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Neste Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destaca o trabalho essencial de jornalistas e outros profissionais do meio que “procuram transparência e responsabilidade daqueles que estão no poder”.

Segundo o chefe da ONU, embora muitas vezes corram grande risco, eles seguem na linha de frente para levar informações precisas e para salvar vidas. Guterres destacou o trabalho durante a pandemia e em zonas de guerra, onde são fundamentais para garantir reportagens de qualidade.

“Jornalismo sob cerco digital: a era digital e o impacto na liberdade de expressão, na segurança dos jornalistas, no acesso à informação e na privacidade”

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, com apoio de dezenas de organizações da sociedade civil do Brasil, entre elas a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, criou um movimento para dar visibilidade ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. O objetivo é chamar atenção para o valor de uma imprensa livre e independente. O tema de 2022 é “Jornalismo sob cerco digital: a era digital e o impacto na liberdade de expressão, na segurança dos jornalistas, no acesso à informação e na privacidade”.

Tecnologia digital cria novos canais para opressão e abuso

O secretário-geral falou do desafio que o crescimento da digitalização impõe à imprensa. Segundo ele, a tecnologia digital também torna a censura ainda mais fácil. Muitos jornalistas e editores em todo o mundo correm o risco constante dos seus programas e reportagens serem retirados da internet. E a tecnologia digital cria novos canais para opressão e abuso. As jornalistas, por exemplo, correm um risco particular de assédio e violência online.

Para Guterres, o avanço da tecnologia digital, embora contribua para a democratização no acesso à informação, ela também facilita a censura e cria novos canais para opressão e abuso, além de aumentar o risco de assédio e violência.Um levantamento, citado por ele, indica que quase três em cada quatro profissionais sofreram violência online.

Projetos  para dar mais segurança ao trabalho dos jornalistas e garantir a liberdade de imprensa

Vários projetos estão em tramitação no Senado e buscam dar mais segurança ao trabalho dos jornalistas e garantir a liberdade de imprensa. Um deles, do senador Weverton, do PDT do Maranhão, agrava de um a dois terços a pena cometida ao crime de lesão corporal a jornalistas e profissionais de imprensa no exercício da profissão ou em razão dela, assim como de familiares que indiretamente também são afetados pela profissão. Para ele, é  preciso desestimular o comportamento violento de pessoas que não aceitam uma imprensa livre. É um projeto onde agrava a pena para quem comete crime ou agressão contra jornalistas.

Outra proposta, que aguarda designação de relator na Comissão de Assuntos Sociais e é de autoria de Paulo Paim, do PT gaúcho, prevê que o empregador seja obrigado a contratar seguro de vida, de invalidez e de acidentes pessoais para todos os empregados envolvidos em reportagens externas.  O senador argumenta que a atividade jornalística é um dos pilares da democracia e os profissionais precisam de segurança.

Fonte: ONU News, Radio Senado

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