A empresária Tathiana Tavares, especialista na prestação de serviços à geração prateada (50+) e líder em franquias do Supera – Ginástica para o Cérebro, compartilhou durante o programa Cyber Conecta uma reflexão poderosa: “Não é normal esquecermos tantas coisas — e isso não tem a ver apenas com a idade.”
Com ampla experiência na chamada economia prateada, Tathiana destacou que a rotina moderna, marcada pelo excesso de informações e pela superficialidade das interações digitais, está afetando diretamente a memória, o foco e a concentração das pessoas.
“Vivemos sobrecarregados de estímulos, o tempo todo tentando saber de tudo. Isso gera uma fadiga mental e impede o cérebro de se aprofundar nas informações”, explicou.
Sobrecarga digital e memória fragmentada
Segundo Tathiana, a forma como consumimos conteúdo nas redes sociais — pulando de um tema para outro — está reduzindo nossa capacidade de concentração.
“A gente lê um parágrafo, já acha que entendeu e parte para o próximo. Esse hábito nos deixa rasos e afeta a memória de longo prazo”, pontuou.
Ela ressalta que a atenção superficial tem sido uma das causas mais comuns de esquecimento e desorganização mental:
“O problema não é falta de memória, mas falta de foco. Se a atenção não é bem trabalhada, não conseguimos registrar nem armazenar informações.”
Exercitar o corpo e o cérebro
Tathiana enfatizou que manter-se independente mentalmente é uma das maiores conquistas da vida. Assim como o corpo precisa de exercícios físicos, o cérebro também precisa ser estimulado com atividades novas e desafiadoras.
“Exercício físico é ótimo para o corpo, mas o exercício cognitivo é essencial para o cérebro. Precisamos cuidar das duas coisas com a mesma importância”, afirmou.
Ela apresentou o conceito da “neuróbica”, base da ginástica cerebral, que consiste em realizar tarefas de formas diferentes do habitual para estimular novas conexões neurais.
“Troque o caminho para o trabalho, sente-se em outro lugar na mesa, durma de lado oposto na cama. Cada mudança obriga o cérebro a trabalhar e aumenta o nível de atenção.”
O tesouro da reserva cognitiva
Um dos pontos altos da entrevista foi quando Tathiana falou sobre a reserva cognitiva, comparando-a a um “baú de tesouros” do cérebro.
“A reserva cognitiva é construída com bons hábitos: alimentação saudável, atividade física, leitura, aprendizado constante e conexões sociais”, explicou.
Ela citou pesquisas que mostram que pessoas com alta reserva cognitiva podem até ter células do Alzheimer sem apresentar sintomas, pois o cérebro encontra rotas alternativas para se manter ativo e funcional.

Conexão é saúde mental
Tathiana também reforçou o papel das habilidades socioemocionais para a saúde mental.
“A capacidade de se conectar com outras pessoas é um critério da OMS para definir saúde mental. Quando nos abrimos para conhecer o outro, enriquecemos nossa mente com novas informações e experiências.”
Prevenção é o melhor caminho
Encerrando sua participação, a empresária deixou uma mensagem inspiradora:
“A prevenção é o melhor caminho. Quanto antes começarmos a cuidar do cérebro, melhor será nossa qualidade de vida no futuro. Cuidar da mente é o novo autocuidado.”
Assista à entrevista completa com Tathiana Tavares no programa Cyber Conecta e descubra como exercitar o seu cérebro pode transformar sua vida.



