Todo ano, com a chegada do outono e do inverno, vemos crescer os casos de gripes, resfriados, viroses e outras infecções respiratórias. Embora seja comum buscar ajuda apenas quando os sintomas aparecem, a verdade é que o nosso corpo pode (e deve) ser preparado antes — e a alimentação tem um papel fundamental nessa prevenção.
A imunidade é o escudo natural do nosso organismo contra doenças. E, diferentemente do que muitos imaginam, ela não depende apenas de suplementos e medicamentos: o que comemos diariamente afeta diretamente nossa capacidade de defesa. Uma nutrição adequada oferece os “tijolos” com os quais o corpo constrói essa proteção.
Entre os nutrientes mais importantes para a imunidade estão a vitamina C, presente em frutas como acerola, laranja, kiwi e morango, e a vitamina D, cuja principal fonte é a exposição solar. No entanto, com o aumento da preocupação com o câncer de pele, a exposição direta ao sol tem sido cada vez menos indicada sem proteção. Por isso, a maioria das pessoas hoje em dia precisa suplementar vitamina D, sempre com orientação profissional. Ela também pode ser encontrada, em menor escala, em alimentos como ovos, peixes gordurosos e cogumelos.
Zinco e selênio, encontrados em oleaginosas (como castanha-do-Pará, amêndoas e nozes), carnes e leguminosas, também são essenciais para o funcionamento das células de defesa.
Outro ponto importante é o equilíbrio da microbiota intestinal — o conjunto de bactérias benéficas que vivem no nosso intestino. Elas estão diretamente ligadas ao sistema imunológico e podem ser favorecidas pelo consumo de fibras (frutas, legumes, verduras e grãos integrais), além de alimentos fermentados como kefir, iogurte natural, chucrute e kombucha.
Por outro lado, alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares, gorduras trans, aditivos químicos e corantes, podem prejudicar essa defesa natural, gerando inflamação no corpo e enfraquecendo o sistema imune. Refrigerantes, embutidos, fast food e biscoitos recheados são alguns exemplos que devem ser evitados, principalmente nesses períodos de maior risco.
Manter uma rotina alimentar rica em alimentos naturais, coloridos e variados, associada a sono de qualidade, prática de atividade física e redução do estresse, forma uma base sólida para uma imunidade fortalecida.
É importante lembrar que cada organismo é único. Um plano alimentar personalizado, que leve em consideração o estilo de vida, histórico de saúde e necessidades específicas de cada pessoa, é sempre o melhor caminho.
Por isso, procure um nutricionista. Mais do que indicar alimentos, ele pode ajudar você a construir, dia após dia, uma saúde forte de dentro para fora — não só em tempos de epidemias, mas para a vida inteira.
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