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Como proteger seu filho de abuso sexual

3 Mins leitura

Em 2021 o Disque 100 recebeu mais de 100 mil denúncias de violações cometidas contra crianças e adolescentes. Ao menos 18,6% delas eram sobre violência sexual. As meninas são as maiores vítimas. A cada hora, quatro menos de 13 anos são estupradas no Brasil, segundo estatísticas do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Uma em cada três meninas e um em cada seis meninos são vítimas de algum tipo de abuso sexual até completarem 18 anos.

Abusadores são pessoas que convivem com a criança

Raramente os abusadores estão em guetos escuros e se parecem com monstros, na verdade, eles estão bem mais perto do que imaginamos. Para ter ideia, de 85 a 90% dos abusadores são pessoas conhecidas (pais, irmãos, tios, avós, padrasto, madrasta, vizinhos ou amigos). Normalmente, são pessoas que “amam” crianças e gostam de ficar com elas. Eles não se parecem com monstros e conseguem facilmente se aproximar dos pequenos.

Se atente aos sinais!

A criança ou adolescente vítimas de violência sexual podem  apresentar sinais e sintomas não só físicos mas comportamentais e também mudanças nos seus hábitos diários.  Medo, pânico, aversão a lugares fechados ou ficar sozinha, oscilações de humor, choro excessivo, tristeza, autoflagelação, brincadeiras sexuais, masturbação compulsiva, reprodução em desenho de órgãos genitais, perda de apetite, perturbação do sono, medo de adormecer, resistência em trocar de roupa, são alguns pedidos de socorro.

Como proteger as crianças e adolescentes de abusos sexuais

1-Ensine sobre sexualidade de forma lúdica

Os livros “Meu Corpo, meu Corpinho“, “Não me Toca seu Boboca” e “Pipo e Fifi“ são ótimas dicas de leitura pra falar sobre o assunto de forma lúdica!

2-Ensine à criança que as suas partes íntimas são muito especiais

Ensine à criança que as suas partes íntimas são muito especiais, e que ninguém deve mexer ou tocar nelas – só na hora da higiene. Mas oriente a criança sobre o que é a limpeza das partes íntimas, como é feita e nomeie as pessoas do círculo de confiança que estão autorizadas a realizá-la.

3-Não deixe a criança sozinha com adultos em quem você não confia

E caso seu filho apresente um comportamento diferente após o contato com alguém – seja de medo, raiva, angústia ou mais erotizado –, questione sempre o que ocorreu, do que brincaram e o que fizeram. Não deve existir segredos entre a criança e os pais.

4- A criança precisa saber os nomes corretos das partes íntimas

Chamamos braço de braço, perna de perna… Eles não costumam ter outros nomes. Então, por que fazemos diferente com as nossas partes íntimas? Você até pode chamá-las pelo apelido, como “pipi” ou “pepeca”, mas, por proteção, ensine e explique os seus nomes corretos. Se um abusador fizer algo, nomear as partes íntimas corretamente não gerará confusão ou ambiguidade quando a criança relatar o caso ao adulto de sua confiança. Os vocábulos “pênis”, “testículos”, “vulva” e “vagina” não são palavrões. Os pais têm de ficar à vontade para usar esses termos em casa.

5- Não obrigue a criança a dar beijos e abraços em (des)conhecidos

Ela precisa entender que ninguém tem o direito de obrigá-la a fazer nada com o seu corpo, porque o corpo é dela – não é de posse ou propriedade de outra pessoa, e isso deve ser respeitado.

Onde denunciar
– No Disque 100 ou Disque Denúncia Local;
– Conselho Tutelar;
– Polícia Civil e delegacias especializadas;
– Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal;
– E para crimes na Internet: new.safernet.org.br/denuncie.
Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes é crime. Denuncie!

Procure ajuda

Em caso de tristeza, desânimo ou ansiedade, qualquer pessoa pode conversar com o Centro de Valorização da Vida (CVV), que presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio. Crianças, adolescentes e adultos podem ligar para o 188 ou acessar cvv.org.br pela internet, a qualquer dia e a qualquer hora, e não precisam se identificar se não quiserem.

Leilane Rocha, especialista em Sexualidade Humana, ajuda famílias na prevenção de Abuso Sexual

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Fonte: PEBMED, Rede Brasil Atual, Unicef

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