Política

Por que os jovens precisam saber sobre política?

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Em meio ao caótico cenário no qual a política brasileira se encontra, os veículos de comunicação são os responsáveis por trazer à tona os desdobramentos dos escândalos que afligem o país, acrescentando diariamente novas peças e personagens aos conturbados jogos de poder que influenciam as vidas de milhões de pessoas. A constante chegada de notícias ruins vem gerando um sentimento de aversão ao sistema político na população, principalmente nos mais jovens, que têm mais facilidade no acesso ao mundo de informações que a Internet disponibiliza.

“A ignorância é uma benção”

A tendência da desilusão popular com a política pode ser confirmada pelas últimas estatísticas divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo a instituição, em 2018, apenas 21,6% dos quase 6,5 milhões de adolescentes com 16 ou 17 anos emitiram o título naquele ano, formando assim o menor eleitorado dessa faixa etária desde 2002.

Além disso, em 2014, de acordo com apuração feita pela revista ISTOÉ com base em uma pesquisa do Instituto Data Popular “apenas 4 em cada 10 jovens admitem entender de política”. Nota-se, portanto, que entre aqueles que têm direito ao voto facultativo, a maior parcela escolhe abster-se e entre aqueles que o voto já se tornou obrigatório, fechar os olhos é uma opção viável. De uma forma ou de outra, é perceptível que a ignorância política é, muitas vezes, uma escolha voluntária.

Responsabilidade

Embora o sentimento de insatisfação da juventude seja facilmente compreendido, o caminho da abstenção e da desinformação não é capaz de solucionar nenhum dos problemas da sociedade. Em momentos de crise, mudanças fazem-se necessárias e o protagonismo pertence aos jovens, que precisam reafirmar a sua cidadania por meio do exercício de seus direitos políticos.

A importância de saber sobre política reside justamente na capacidade de renovação dessa geração, que deixou o conformismo no passado. O engajamento dos jovens pode mudar o rumo de eleições e pressionar autoridades e governantes tanto no ambiente virtual, por meio dos conhecidos “tuitaços”, quanto nas ruas, através de protestos e outras manifestações populares.

Com maior capacidade de acesso às matérias e reportagens por meio das ferramentas digitais, é necessário que a juventude desenvolva seu próprio pensamento crítico, abandonando o analfabetismo político. Para fazer a diferença, é preciso ir além das urnas, é preciso acompanhar, debater e se manifestar. Essa geração pode fazer a diferença, desde que assuma a responsabilidade pela política nacional e use o bombardeamento de notícias que tanto aflige o país como incentivo para a construção de um futuro mais promissor.

Fontes: Isto é, G1, Jusbrasil

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